Habitação para Jovens em Portugal

Publicado em 17 de fevereiro de 2026 às 14:05

Estudo realizado pela  Century21 Portugal, lançado em fevereiro de 2025, focado na emancipação de jovens (18 a 34 anos) e no desejo da independência e realidade financeira, em Portugal.

O Sonho da Independência x Realidade

  • Desejo Intenso: Cerca de 65% dos jovens que ainda vivem com os pais planejam emancipar-se nos próximos dois anos. A motivação principal já não é o casamento, mas sim a procura de autonomia .

  • A Barreira Financeira: O estudo aponta que apenas 33% dos jovens (1 em cada 3) acreditam que conseguirão comprar casa num futuro próximo. Os preços elevados (43%) e os rendimentos baixos (30%) são as grandes travões.

2. O Perfil do Jovem Independente

  • Arrendamento como Porta de Entrada: Entre os jovens que já conseguiram sair de casa dos pais, a maioria ( 59% ) vive em regime de locação. Apenas 34% são titulares de hipotecas.

  • Taxa de Esforço: Cerca de 42% dos jovens independentes gastam entre 30% a 40% do seu salário líquido com a habitação, o que os coloca numa situação de vulnerabilidade financeira.

3. Diferenças entre Lisboa e Porto

  • Lisboa: Os jovens são mais independentes, mas estão menos satisfeitos com a localização . Muitos foram "empurrados" para as periferias para conseguirem pagar a casa, sacrificando o tempo de deslocamento.

  • Porto: Há uma maior intenção de emancipação e, curiosamente, os jovens do Porto revelam uma maior satisfação com a relação entre a casa e o tempo de deslocamento para o trabalho.

4. Expectativas de Comodidades

  • O que busca: A Geração Z e os Millennials valorizam agora muito mais a sustentabilidade (certificação energética) e a tecnologia .

  • Espaços Multifuncionais: Devido ao teletrabalho, a existência de uma divisão que serve de escritório ou espaços exteriores (varandas/terraços) passou de "extra" a "requisito essencial".

5. Opinião sobre Apoios Públicos

  • O estudo revela um grande cepticismo: apenas 24% dos jovens consideram que as medidas governamentais (como isenções de IMT ou garantias públicas) são suficientes. A maioria crítica a lentidão e a ineficácia dos processos.

Pode consultar o artigo através do link: https://issuu.com/century21portugal0/docs/habitac_a_o_para_jovens_em_portugal_desafios_e_tende_